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Gestão da diretoria da Sanesul volta a ser destaque na mídia estadual

O diretor-presidente da companhia, Walter Carneiro Júnior, concedeu entrevista de página inteira ao jornal O Estado e no fim da semana passada, voltou as páginas de um dos jornais mais importante de Mato Grosso do Sul, o Correio do Estado.
Escrito por ACOM/SANESUL
14/02/2022 14:57:05    


Presidente da Sanesul, Walter Carneiro Júnior

A gestão de excelência da diretoria da Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) tem tido forte repercussão na midia nacional (IstoÉ Dinheiro e Valor Econômico) e estadual. Há dias, o diretor-presidente da companhia, Walter Carneiro Júnior, concedeu entrevista de página inteira ao jornal O Estado e no fim da semana passada, voltou as páginas de um dos jornais mais importante de Mato Grosso do Sul, o Correio do Estado. Tem sido assim também em vários outros órgãos de imprensa do Estado, incluindo emissoras de rádios e televisão e sites.

Veja abaixo à íntegra da entrevista concedida ao Correio do Estado.

A Empresa de Saneamento Básico de Mato Grosso do Sul (Sanesul) pode ampliar sua atuação e extravasar os limites do Estado nos negócios. Isso porque, segundo o diretor-presidente da entidade, Walter Benedito Carneiro Junior, em entrevista ao Correio do Estado, o órgão tem planos de fazer gestão e operação também na área dos aterros sanitários.

Perfil - Walter Benedito Carneiro Junior

Advogado, formado em 2000, Carneiro também é bacharel em Publicidade e Marketing. 

Filho do ex-deputado estadual, trabalhou na Câmara dos Deputados antes de ser chefe de gabinete do vice-governador Murilo Zauith, entre 2007 e 2010, e secretário de Fazenda de Dourados. Em janeiro de 2019, assumiu o comando da Sanesul.

“Além do abastecimento de água tratada e do esgotamento sanitário, a empresa visa expandir seus negócios. A ideia é fazer gestão e operação na área dos aterros sanitários”, declarou Carneiro. “Nosso projeto e nossa percepção é começar a monitorar os leilões e as licitações de novas concessões fora de Mato Grosso do Sul, para podermos demonstrar para o Brasil o trabalho que nós fazemos no setor de saneamento”, completou.

De acordo com o diretor, já existe um estudo sobre o tema referendado pelo Conselho de Administração da Sanesul. 

“Não podemos ainda falar em números, o importante é que tenhamos essa percepção de expandir nossos negócios, tudo dentro de uma estratégia de planejamento e de estudos que nos dê segurança jurídica e tranquilidade naquilo de melhor que vamos proporcionar para o bem-estar da população”, afirmou o diretor.

Recentemente, a Sanesul assinou uma parceria público-privada para concluir a universalização do esgotamento em Mato Grosso do Sul. Na entrevista, o diretor-presidente da instituição também detalha como está essa questão.

O saneamento básico é um serviço essencial que por anos foi negligenciado. Como avalia a evolução do setor nessas duas últimas décadas?

O saneamento básico é um direito previsto em lei. 

Cabe a todo agente público responsável o dever de cumprir a legislação e encontrar maneiras práticas de proporcionar à população serviços de qualidade, investindo em obras de infraestrutura que resultem em mais saúde e na melhoria da qualidade de vida das pessoas, sobretudo preservando o meio ambiente. Infelizmente, para muitos brasileiros, essa ainda é uma realidade muito distante. 

No caso da Sanesul, temos feito a entrega de muitas obras. A companhia opera serviço público de abastecimento de água e coleta e destinação de esgoto em 125 localidades [68 dos 79 municípios e 57 distritos]. 

Por exemplo, 2021 foi um ano de muitas entregas, incluindo Estações de Tratamento de Esgoto, ligações de rede de esgoto em residências, entre outros importantes investimentos.  

Sobre a evolução do setor, eu costumo dizer que o saneamento hoje é a ‘cereja do bolo’ dos mercados de capitais. Está todo mundo de olho no saneamento, porque a lei mudou, o governo federal não tem política de investimento para o saneamento e já deixou muito clara a regra: ele quer o dinheiro privado para fazer com que o saneamento avance no Brasil, e a nossa companhia vem se reinventando. 

Trouxemos para o nosso negócio um parceiro privado para investir R$ 3,8 bilhões e para fazer a operação do nosso sistema por 30 anos.

 

MS deve ser um dos primeiros a universalizar o esgotamento sanitário nos 68 municípios atendidos no Estado. Em que estágio está essa universalização?

A universalização do esgotamento sanitário caminha a passos largos em Mato Grosso do Sul. Nós recebemos essa incumbência do nosso governador, Reinaldo Azambuja, e do secretário Eduardo Riedel a partir da contratação da nossa PPP [parceria público-privada].  

A Sanesul já atingiu a universalização do fornecimento da água tratada em todas as localidades operadas. 

Agora, com a PPP, o compromisso é manter a boa gestão dos recursos hídricos e aumentar progressivamente o índice de cobertura de esgotamento sanitário de MS. 

A Rota do Saneamento, que é um programa criado pela Sanesul em 2021, já percorreu 44 municípios, fazendo entregas de obras e anunciando novos investimentos, alguns em andamento e outros em processo licitatório. 

Hoje, a área de cobertura do esgoto é de 55%, e a nossa prioridade é chegar aos 90%, se antecipando, assim, ao Marco Legal do Saneamento, o que levará Mato Grosso do Sul a ser o primeiro estado do País a atingir essa meta.

Em fevereiro, a contratação da PPP completa um ano. O modelo vem evoluindo conforme o esperado? Alguma cidade já está com o esgoto universalizado a partir da parceria? Para quando se espera a próxima (ou primeira) obra?

A determinação do governador Reinaldo Azambuja e do secretário Riedel é que os municípios de Mato Grosso do Sul sejam tratados de maneira igualitária, de modo que todos foram contemplados no projeto de universalização.

Neste primeiro momento, existe um grande número de obras de esgotamento sanitário que são de responsabilidade da Sanesul, e quase um terço dos municípios operados por nós já estão bem próximos da universalização, entre eles Bonito, Bodoquena, Porto Murtinho, Anaurilândia e vários outros.

A partir de fevereiro, devemos retomar o cronograma de entrega de obras, visitando em torno de 20 outros municípios. 

O contrato entre a Sanesul e a Ambiental MS Pantanal é de 30 anos, neste primeiro ano a contratada assumiu a operação e a manutenção do sistema de esgotamento sanitário e, a partir de 2022, começa a validar os projetos executivos para cada município, onde os investimentos serão executados já a partir deste segundo semestre. 

Após esse período inicial de transição, devemos ter resultados satisfatórios, visando concretizar este que é o sonho dos moradores de cada cidade, ter mais saúde e melhor qualidade de vida.

A Sanesul recentemente cogitou investir fora de MS. Como isso vai funcionar? Já tem alguma licitação em vista ou em estudo?

Hoje, a Sanesul é uma empresa consolidada do ponto de vista econômico-financeira, e está em uma nova fase da sua história, com novos desafios e planejando atuar além das suas fronteiras, expandindo seus negócios na área de saneamento básico. 

Além do abastecimento de água tratada e do esgotamento sanitário, a empresa visa expandir seus negócios. A ideia é fazer gestão e operação na área dos aterros sanitários.

 A Sanesul é uma parceria que todo mundo quer, em razão dos números e dos fatores econômicos positivos destacados pela mídia nacional, baseada no fato de se colocar entre as melhores no ranking do País. 

Nosso projeto e nossa percepção é começar a monitorar os leilões e as licitações de novas concessões fora de Mato Grosso do Sul, para podermos demonstrar para o Brasil o trabalho que nós fazemos no setor de saneamento.

O quanto esse nicho de gestão de resíduos sólidos e aterros sanitários deve acrescentar em receita (mesmo que em porcentagem)? Já há cidades que a Sanesul colocou no radar? Quais?

A proposta de atuar na área de aterros sanitários fora do Estado é peça integrante do planejamento estratégico da concessionária. 

Vamos atuar não só nos serviços de água e esgoto, existe dentro do plano de negócios da empresa um estudo já referendado pelo nosso Conselho de Administração. 

Ainda incipiente no País, o setor de aterros sanitários é uma obra de engenharia projetada sob critérios técnicos, visando garantir a disposição correta dos resíduos sólidos urbanos que não puderam ser reciclados, de modo que os descartes não causem danos à saúde pública ou ao meio ambiente. 

Não podemos ainda falar em números, o importante é que tenhamos essa percepção de expandir nossos negócios, tudo dentro de uma estratégia de planejamento e de estudos que nos dê segurança jurídica e tranquilidade naquilo de melhor que vamos proporcionar para o bem-estar da população.

Qual a liquidez atual da empresa? Em quanto giram hoje as finanças da Sanesul para possibilitar esse próximo passo?

Nossa empresa tem liquidez consolidada, com números muito favoráveis. 

Quando você tem um Ebitda [sigla em inglês para lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização] de mais de 30% e um balanço que apresenta lucro líquido acima de 15% de sua receita, o mercado passa a respeitar e a abrir novas oportunidades de inovação no nosso plano de negócios. 

Outra questão que gostaria de ressaltar é que a Sanesul trouxe também várias inovações na área de contratos de performance, começando por Dourados, onde já está implantado, e o próximo passo é adotar essa prática em Ponta Porã, ainda este mês, e em Corumbá, no primeiro trimestre deste ano. 

O que é esse contrato de performance? É você trazer o privado para fazer investimento no seu sistema de água, garantindo melhor gestão, mais eficiência, combate a perdas, eficiência energética, setorização e macromedição, para ter melhores resultados. 

Então, você enfrenta a gestão, traz a expertise de quem está no setor há muito tempo, também com inovações, e isso reflete diretamente no fluxo de caixa da empresa. Nossos bons números poderão ser conhecidos agora em abril, quando da publicação de nosso balanço.



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