Publicado em 05/12/2017 10:01:20    

Telemetria em Ponta Porã está sendo atualizada para incorporar novos poços e redes de distribuição

A telemetria permite monitorar em tempo real o funcionamento de todo o sistema de abastecimento de água e esgotamento sanitário, e ainda armazena e apresenta dados históricos sobre a qualidade do abastecimento e alarma vazamentos

Telemetria

Quando se trata de telemetria, sistema que permite o monitoramento da rede de abastecimento de água e esgotamento sanitário online e em tempo real, por computador, Ponta Porã foi a unidade pioneira na Sanesul.  E para melhorar ainda mais a eficiência do sistema na unidade, estão sendo feitas atualizações para incluir os novos poços e ampliar o monitoramento, incorporando também os cerca de 350 mil metros de redes de distribuição da cidade. Tudo para garantir que, em caso de vazamentos ou parada de um poço, por exemplo, o conserto seja realizado o mais rápido possível, minimizando os impactos para a população.

“Três Lagoas e Corumbá também tem telemetria, mas em Ponta Porã, até por ser a unidade pioneira, começamos a integração de todos os processos e isso vai permitir o controle da rede de distribuição. Saberemos qual a pressão na rede, o consumo da população, e isso possibilitará um melhor monitoramento de todo o sistema, em nível de usuário, tendo em vista que antes o controle era feito até a saída dos reservatórios”, explicou o gerente de Sistemas de Abastecimento de Água da Empresa, Elthon Teixeira.  

De acordo com o assistente técnico operacional de Ponta Porã, Presirlei Monteiro Soares, responsável pela telemetria na unidade, o layout do sistema será modificado e a partir de agora, todos os 25 poços ativos da cidade, que produzem cerca de 528 milhões de litros de água por mês, serão monitorados. “Controlamos produção, reservação e distribuição de água, níveis dos reservatórios, vazão de cada poço, corrente elétrica.

Presirlei explica o funcionamento do sistema

Se der um problema num poço, como falta de energia, sabemos instantaneamente e já podemos resolver. Estamos inserindo no sistema também os sete pontos estratégicos de pressão na rede”, completou.

“A grande vantagem da telemetria é que, quando temos troca de bombas em poços com grande volume de produção, por exemplo, temos a noção exata para fazer as manobras necessárias e não deixar a população desabastecida. Podemos dizer com total certeza também que, quando tivemos a manutenção no poço profundo P026, que produz 260 mil litros de água por hora, se não fosse pela telemetria, teríamos falta de água na cidade já no primeiro dia. Mas com o monitoramento, e fazendo as manobras necessárias, com programação de desligamentos na madrugada, conseguimos minimizar os impactos”, destacou o gerente regional de Ponta Porã, Alyson Gomes da Fonseca.

O supervisor da unidade, Sérgio Carminati completa que ter o sistema de telemetria é fundamental, mas é preciso monitoramento constante da equipe. “Fazemos o monitoramento todos os dias, desde cedo, e quando vejo que tem algum problema, já acionamos as equipes para tomar as providencias, porque se não cuidar o tempo todo, podemos ser pegos de surpresa com um poço parado, por exemplo, e em uma hora, se isso acontecer, já começaria a falta água na cidade”.

A telemetria permite monitorar em tempo real o funcionamento de estações elevatórias, reservatórios, medidores de vazão e demais dispositivos elétricos e hidráulicos do sistema, e ainda armazena e apresenta dados históricos sobre a qualidade do abastecimento e alarma vazamentos, falhas de operação, falhas de equipamentos, valores anormais de níveis, pressões e vazões. O objetivo é expandir o sistema para todas as unidades da Sanesul. 

 



Larissa Almeida